
Lá pelos 12 anos, eu queria ser biólogo. Tinha dois aquários e adorava. Com o tempo, fui passando de fase... Depois comecei a gostar de me comunicar. Embora muito tímido fora do meu círculo de amizades, me expressava bem e fui escolhido o orador da turma na formatura do 2° grau, no Colégio Rosário. Aí estava a oportunidade para mostrar às pessoas quem era o Luis Felipe conhecido pelos colegas de aula. Num discurso de aproximadamente quatro minutos consegui fazer uma platéia que enchia o Centro de Eventos da PUC cair na gargalhada. Imitando parte dos professores do 2° grau, fechei com chave de ouro uma das fases mais importantes da vida.
O que alguns chamavam de dom foi o que me ajudou na escolha da faculdade. A então paixão pelo rádio também pesou um bocado. No início do ano 2000 entrei pela primeira vez na PUC como aluno. Durante os quatro anos de academia conheci a diagramação, que veio a se tornar, já no fim do curso, minha primeira opção de área para trabalhar.
Após duas passagens pelo jornal O Sul, um estágio em uma empresa de comunicação empresarial de Porto Alegre, alguns trabalhos como free-lancer e o último estágio acadêmico (com assessoria de imprensa), chegou mais uma formatura (não, dessa vez não fui o orador).
Três anos depois da formatura conquistei o espaço que eu queria no mercado de trabalho (na diagramação). Alguns acontecimentos durante esses anos de experiência foram me chateando e desmotivando um pouco. E, quase cinco anos depois de formado, saí do mercado de trabalho. Escolhi, pelo menos temporariamente, me dedicar às empresas que minha família tem e, paralela e eventualmente, seguir fazendo serviços de diagramação como free-lancer.
Profissionalmente, me considero realizado. O jornalismo pode ter me desiludido um pouco, mas a escolha dessa profissão me possibilitou muitos conhecimentos, muitas amizades e muitos contatos que dificilmente teria se houvesse optado por outra área. Além disso adquiri conhecimento e maturidade para enfrentar a vida. Além, é claro, de o jornalismo ser o responsável pelo meu caminho ter cruzado o da mulher da minha vida. Por isso digo que esses anos valeram cada segundo!
Sou um profissional organizado e comprometido com a tarefa. Perfeccionista e minuciosamente detalhista, o que, para muitos pode ser um defeito, já que pode tornar o trabalho um pouco mais demorado. Mas eu julgo qualidade mais importante do que quantidade, por isso sigo trabalhando dessa forma seja na área que for.